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Ponte para o infinito


A manhã estava clara, o sol brilhava forte. Ela sempre amou aquele calor na pele então preferiu uma blusa regata e um short jeans bem curto. Calçou os chinelos velhos e saiu de casa as cinco da manhã sem nada além das roupas. Colocou as mãos no bolso e caminhou pela calçada observando dona Marília sair com o lixo e cumprimentou-a como todos os dias. Continuou sem percurso. Viu os trabalhadores saindo. Ela morava naquela cidade desde que nascera. Na mesma casa de sempre e por isso via sempre as mesmas pessoas, fazendo o mesmo caminho para os mesmos lugares. Continuou subindo a rua, virando aqui e ali. Parou em cima da ponte e observou o rio que corria lá em baixo. Sujo e fedido. naquele horário, muitos carros passavam naquela ponte, era o que ligava a cidade inteiro. Subiu. E pulou.

Letícia Pontes

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Pequenos passos

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Me pede pra ficar um pouco mais, eu não quero ir agora mas estou te dizendo adeus.  Me abrace forte mesmo que eu resista porque no fundo é isso que eu quero.  Você chegou levando tudo de perto de mim, como um tsunami destruindo o que eu tinha. Mas eu sei, que basta você sair que tudo volta ao normal, então porque eu não abro a porta e te mando embora? Eu simplesmente não consigo. Eu falo que preciso ficar sozinha, você diz "você quem sabe" e sai, eu seguro as lágrimas e seguro a voz, antes que eu te peça pra voltar.  Estou fazendo de tudo pra mostrar que sou forte e que não preciso de você aqui. Mas é que na verdade você é meu ponto fraco, você é a minha droga, a substancia que me viciou. E você simplesmente esnoba, porque diz que sempre me alertou e eu quem fui boba.  Eu sei. Você te razão. Eu vou parar. Mas enquanto isso, me serve um pouco  mais do seu amor.   Letícia Pontes, 2015