
Mirela havia passado a noite inteira comigo. Eu não dormia facilmente desde a semana anterior quando os pesadelos começaram aparentemente sem motivos. Ela nem era nada minha, veja só. Uma colega da faculdade que sentiu pena quando meus amigos debocharam de meus pesadelos.
Amigos, foi o que disseram. Mas preferiram me chamar de louca e dramática ao inves de me oferecerem um colo para chorar. "Riquinha mimada, não aguenta um sonho ruim" foi o que ouvi pelas minhas costas. E eu, completamente dependente emocional que era e ainda não sabia, perdoava, seguia sendo amiga de quem não me via da mesma forma.
Letícia Pontes
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