
Quando me apaixonei pela primeira vez eu tinha doze anos de idade. Era obviamente uma paixão boba e inocente de uma criança descobrindo os prazeres e desprazeres de gostar de alguém. Ele me disse que não gostava de mim, mas que poderíamos ser amigos. Nunca fomos. Quando me apaixonei novamente foi quando dei um selinho pela primeira vez e pra mim aquilo era a coisa mais incrível do mundo, tinha treze ou quatorze anos. Até hoje não entendi o que afastou a gente, mas acho que a culpa foi minha. Eu sempre apaixonava por outra pessoa rapidamente. Teve um na escola que eu só descobri que também gostava de mim muitos anos depois, teve um outro que fingiu gostar de mim, mas logo em deixou pela ex, teve também um que fingia gostar ,mas que gostava de mim e da namorada dele (sinto vergonha de mim quando em lembro disso). Tive tantas paixões que me esqueço de algumas no meio do caminho. Nenhuma dessas foi amor. Quando amei pela primeira vez, nunca mais foi suficiente uma simples paixão. E o próximo amor precisava ser ainda maior do que o primeiro para que eu aceita-se. Eu notei que merecia o mundo, e eu não aceitei menos do que isso pra mim.
-Letícia Pontes
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